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Caso
Clínico - Jorge
Jorge, 10 anos, iniciou a
terapia por apresentar um quadro de fobia e pavores noturnos.
Tinha tendências a somatizar e há um ano começou a padecer de
uma gastrite.
Durante os primeiros momentos de sua primeira sessão, permaneceu
num solene silêncio. Olhou a caixa de brinquedos sem tocar em
nada, mostrando grande desconfiança e medo.
Permaneceu sentado na cadeira, com os cotovelos apoiados na mesa
olhando-me.
Passado certo tempo interpretei-lhe que os brinquedos da caixa
despertaram nele muitos temores. Sem responder-me levantou-se,
dirigiu-se à caixa e com agilidade e decisão pegou a massa de
modelar fazendo o rosto de um homem com uma espessa barba.
Com expressão dramática perguntou-me "Vou leva-lo comigo.
Posso?
Fragmantos de um caso extraído do livro Psicanálise da criança.
Arminda Aberastury
Caso
Clínico - Dibs
Dibs num pulo entrou na sala de ludoterapia, abriu os braços
e rodopiou em gargalhadas.
- Que engraçados! Que divertido! Que gostoso! Que sala de
brinquedos encantadora!
Correu para a pia abriu a torneira no seu limite máximo e rindo
observava a força da água jorrando.
- Água! Água! Saia borbulhando espalhe-se divirta-se!
Fechou a torneira dirigiu-se a casa de bonecas. Reuniu a família
de bonecos e os dispôs na sala de estar.
- Velhas pessoas, devo despedirme de vocês. Por isso deixei-os
sentados na sala para que esperem até que outra criança venha
aqui brincar com vocês. Depois que eu for embora, outra criança
virá aqui para ocupar meu lugar?
Dibs, um caso de Autismo Fragmentos de sua ultima sessão de
luterapia. Virgínia Axline |